Porque é que as pessoas que recolhem o lixo são alcunhadas de “Almeidas”?
Diz que os pioneiros desse serviço municipal eram naturais da vila de Almeida, na Guarda. E à conta disso, ainda hoje são Almeidas. [era pior se fossem de Ranholas. Digo eu.]segunda-feira, 11 de abril de 2011
domingo, 27 de fevereiro de 2011
trivia #9
Porque é que os lisboetas são alfacinhas?
Das várias explicações existentes, algumas coincidem dizendo que na região de Lisboa a alface, palavra de origem árabe, era uma planta que crescia abundantemente durante o período muçulmano. A explicação para a alcunha pode vir do facto de este ter sido o principal alimento disponível aos habitantes da cidade durante o cerco muçulmano.
domingo, 25 de outubro de 2009
trivia #8
Os nomes das minhas escolas:
Conde Ferreira
Joaquim Ferreira dos Santos (Vila Mea, Campanhã, Porto, 4 de Outubro de 1782 — Bonfim, Porto, 24 de Março de 1866), 1.º barão, 1.º visconde e 1.º conde de Ferreira, foi um comerciante e filantropo português. Tendo conseguido uma grande fortuna no Brasil e em África, em boa parte pelo tráfico de escravos de Angola para o Brasil, após o seu regresso a Portugal dedicou-se à filantropia: fez construir 120 escolas primárias em Portugal e contribuiu com valiosos donativos para a Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, para a Santa Casa da Misericórdia do Porto e para outras instituições de beneficência. Tendo contribuído financeiramente para a causa de D. Maria II de Portugal, a rainha elevou-o a barão em 1842, a visconde em 1843 e a conde em 1856. Com o que sobrou da sua herança foi fundado no Porto um hospital para doentes mentais que ainda ostenta o seu nome. Foi Par do Reino, fidalgo cavaleiro da Casa Real, do Conselho de Sua Majestade Fidelíssima, comendador da Ordem de Cristo e grã-cruz da Ordem de Isabel a Católica.
Mendonça Furtado
Dom Luís de Mendonça Furtado e Albuquerque, 1.º Conde do Lavradio (Lavradio, 1610 — Lisboa, 1677) foi um nobre e militar português. Participou da Guerra da Restauração. Esteve na Índia por quatro vezes, servindo ao Conselho de Governo Interino. Em 1671, foi nomeado 31.º Vice-rei da Índia e 54.º Governador da Índia. Ao retornar a Portugal, no final de seu vice-reinado, faleceu ainda em mar, perto de Lisboa. Foi feito Conde do Lavradio por Dom Pedro II de Portugal, em 16 de Março de 1670. Por ter morrido sem deixar herdeiros o título extinguiu-se, tornando a ser criado em 17 de Janeiro de 1725, por Dom João V de Portugal.
Alfredo da Silva
Alfredo da Silva (Lisboa, 30 de Junho de 1871 — Sintra, 22 de Agosto 1942) foi um industrial português um dos maiores empreendedores numa época em que contrastava com o ritmo de Portugal. Foi inclusivamente o fundador de um império abrangendo empresas emblemáticas, como a Companhia União Fabril (CUF), a Tabaqueira, o Estaleiro da Rocha do Conde de Óbidos (depois Lisnave), a Carris, o Banco Totta e Companhia de Seguros Império.
Filho de um comerciante com alguns negócios, foi estudar para França até à morte do pai que o obrigou a regressar, matriculando-se no Curso Superior de Comércio. Em 1890, com apenas 19 anos, Alfredo tornou-se gestor da herança da família. Três anos mais tarde já era administrador da Companhia Aliança Fabril (CAF) e do Banco Lusitano. Aos 26 anos, concebeu um projecto audacioso: a fusão da sua empresa, a CAF, com a CUF. Era uma questão de sobrevivência: ambas as companhias viviam com severas dificuldades. A 22 de Abril de 1898 foi formalizada a constituição da nova CUF, que doravante produzia sabões, velas e óleos vegetais e viria a tornar-se um gigante da indústria, ao iniciar em Portugal a produção de adubos em grande escala.
Em 1907 a Companhia União Fabril estava em plena expansão e era necessário encontrar um local para instalar novas unidades fabris. Alfredo da Silva escolheu o Barreiro. A pequena vila à beira do Tejo nunca mais viria a ser a mesma. De resto a empresa veio a espalhar várias fábricas pelo país, empregando 16 mil pessoas ao todo. O lema da CUF era "O que o País não tem, a CUF cria".
Alfredo da Silva foi vítima de dois atentados fracassados o que o conduziu a exilar-se para Espanha e França gerindo a CUF à distância. Foi eleito deputado em 1906 antes de apoiar Sidónio Pais e de conquistar um lugar na Câmara Corporativa logo em 1935. Com o auxílio da grande burguesia, opõe-se frontalmente à lei das 8 horas de trabalho. Apoiou o Estado Novo e manteve uma relação de cordialidade com Oliveira Salazar com evidentes vantagens para ambos, políticas para o ditador e empresariais para Alfredo da Silva. No ano de 1936 é adjudicada a concessão do "Estaleiro da Rocha Conde de Óbidos" pertença da A.G.P.L. à CUF: foi a revolução da construção naval em Portugal e o embrião da Lisnave.
Alfredo da Silva faleceu na sua casa de Sintra a 22 de Agosto de 1942, passando a CUF para o comando do Grupo Mello, composto pelo seu genro Manoel de Mello e seus filhos Jorge de Mello e José de Mello.
domingo, 6 de setembro de 2009
trivia #7
Porque é que se tem "um olho à Belenenses"?
Porque fica normalmente com uma cor azulada, semelhante às camisolas do clube.
Porque é que “cai o Carmo e a Trindade” quando a coisa é grave?
Com o famoso e marcante Terramoto de 1755 espalhou-se o caos. A destruição da cidade foi tal que caíram até os tão importantes Convento do Carmo e Convento da Trindade.
Porquê “pintar o céu ao Rossio” quando não se tem o que fazer?
Lá para 1800 uma comum profissão era a de caiador, regra geral africanos que andavam com a lata de cal na mão a apregoar o seu ofício a quem dele precisasse. Reuniam-se habitualmente na Praça do Rossio à espera de clientes, portanto enquanto o faziam e à falta de paredes, “pintavam o céu”.
Porque é que andar depressa é “andar a nove”?
Porque os antigos eléctricos tinham um manípulo para controlar a velocidade com nove pontos. Quando ia na velocidade máxima, ia “a nove”.
Porque é que se “fica a ver navios”?
Há quem diga que é por culpa do desaparecimento de D. Sebastião na batalha de Alcácer-Quibir, o que levou o povo a subir ao alto de Santa Catarina para esperar o seu regresso. E, claro está, ficaram a ver navios.
Mas também há quem remeta a expressão à primeira invasão francesa. A família real conseguiu fugir a tempo rumando ao Brasil e diz que os franceses, doidos para apanhar o rei, ficaram no alto de Santa Catarina a.. lá está, ver navios!
Porque é que tudo o que demora é como “as obras de Santa Engrácia”?
Simão Pires apaixonou-se por uma noviça do Convento de Santa Clara, chamada Violante. Um dia foi preso, acusado do roubo de relíquias da igreja que ficava perto do convento. Para não prejudicar a sua amada, Simão nunca revelou porque tinha sido visto no local. Apesar de invocar a sua inocência, foi condenado à morte na fogueira, acto a acontecer junto da nova igreja de Santa Engrácia (actualmente Panteão), cujas obras haviam já começado. Quando as labaredas envolveram o seu corpo, Simão terá gritado que era tão certo morrer inocente como aquelas obras nunca acabarem. Bruxo ou não, as obras levaram 350 (trezentos e cinquenta!) anos a ficar concluídas.
Porque é que o que é impossível é como “meter o Rossio na Rua da Betesga”?
Porque nem com a maior das boas vontades se consegue enfiar a maior praça da cidade na rua que a liga à Praça da Figueira. Betesga significa justamente “rua estreita”, “viela”.
Porquê “rés-vés Campo d’Ourique”?
Mais uma vez o terramoto. Que trouxe consigo um maremoto. As águas entraram cidade adentro e chegaram perto, muito perto, de Campo de Ourique. Rés-vés..
Porque é que fazer algo sem informar os outros é “não dizer água vai”?
Lisboa antiga tinha esgotos a céu aberto, o que quer dizer que se despejavam as águas directamente para a rua, pela porta ou pela janela. Por gentileza ou um mínimo de civismo (daquele que havia à época), devia gritar-se “Água vai!” com antecedência. E isso muitas vezes não acontecia.
domingo, 2 de março de 2008
trivia #6
Acabei de ouvir um "Pai Nosso" em som de megafone vindo lá de fora. Fui à varanda e, por algum estranho motivo, as pessoas aqui da rua penduraram mantas e toalhas nas janelas e varandas para verem passar a procissão.
Há costumes, principalmente os religiosos, que me passam completamente ao lado.
Pensando num possível feriado religioso, procurei o 2 de Março na Wikipédia mas só consegui ficar a saber que em Angola hoje é o Dia da mulher angolana (as imigrantes não têm direito), no Brasil é o Dia Nacional do Turismo, bem como o Dia da Oração, e nos EUA é o Dia da independência do Texas. Para os seguidores da Fé Bahá'í é hoje a Festa de Alá (altivez), primeiro dia do 19º mês do Calendário bahá'í, e o início do Jejum (do nascer do sol ao pôr do sol por 19 dias).
Dotada de uma perspicácia surpreendente (no bom e no mau sentido), atentei ao pormenor do início de jejum e fui pesquisar em sites da Igreja Católica. Fez-se luz e concluí que estamos em tempo de Quaresma. Consolidando:
A Quaresma é o tempo litúrgico de conversão que a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e algumas protestantes marcam para preparar os crentes para a grande festa da Páscoa. Durante este período os seus fiéis são convidados a um período de penitência e meditação, por meio da prática do jejum (cha charam!), da caridade e da oração.Começa na Quarta-feira de Cinzas e termina no Domingo de Ramos. Ao longo deste período, sobretudo na liturgia do domingo, é feito um esforço para recuperar o ritmo e estilo de verdadeiros fiéis que pretendem viver como filhos de Deus.A Quaresma dura 40 dias, baseada no simbolismo do número quarenta na Bíblia que significa provação. Nesta fala-se dos quarenta dias do dilúvio, dos quarenta anos de peregrinação do povo judeu pelo deserto, dos quarenta dias de Moisés e de Elias na montanha, dos quarenta dias que Jesus passou no deserto antes de começar sua vida pública, dos 400 anos que durou o exílio dos judeus no Egipto.A Igreja católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na quarta-feira de cinzas, três grandes linhas de acção: a oração, a penitência e a caridade. Não somente durante a Quaresma, mas em todos os dias de sua vida, o cristão deve buscar o Reino de Deus, ou seja, lutar para que exista justiça, a paz e o amor em toda a humanidade. Os cristãos devem então recolher-se para a reflexão para se aproximarem de Deus.
Para "salvar a honra do convento" (falando de celebrações religiosas e tal) tenho a dizer em minha defesa que, apesar de não ser católica, sabia já o que é a Quaresma e até sabia que é entre o fim do Carnaval e a Páscoa. Mas confesso que tal não me ocorreu ao ver a procissão e nem sabia tantos detalhes acerca deste período. É sempre interessante saber o que se passa à nossa volta e, já diz o povo, "o saber não ocupa lugar".
E à conta de um Pai Nosso num megafone se ganha uma série de informação. É assim que se ganham queijinhos no Trivial e se elaboram os famosos “desbloqueadores de conversa”!
Só fiquei sem perceber as mantas e toalhas estendidas para a rua.. E, claro!, só vou descansar quando descobrir.
quarta-feira, 18 de abril de 2007
trivia #5
Tsu-Chu - durante a dinastia Xia chinesa (cerca de 2200 a.C.), jogo que consistia em equipas de oito jogadores que, passando de pé para pé a cabeça do inimigo, tinham de a fazer passar entre duas estacas espetadas no chão.
Kemari - significa “chutar a bola” em japonês, só pode ser jogado por homens (equipas de oito) e a bola apenas pode tocar nos pés dos jogadores, os “mariashi” (“mari” significa bola, “ashi” significa pé).
Epyskiros – jogado com os pés num campo rectangular, varia entre os nove a quinze jogadores, consoante o tamanho do campo. A bola é feita de bexiga de porco, cheia com ar e areia. Homero fez referência a este jogo nos seus livros.
Pés e mãos – na península do lucatã, os maias criaram um jogo onde se usavam pés e mãos. O objectivo era arremessar uma bola, fazendo-a passar por um furo que ficava entre seis placas de pedras. Ao fundo do recinto de jogo havia um templo onde o atirador-mor da equipa perdedora era sacrificado.
Harpastum – praticava-se no Império Romano. Era disputado num campo rectangular dividido por uma linha. Havia duas metas às quais era preciso fazer chegar a “follis”, nome da bola feita de bexiga de boi. Era praticado pelas legiões como exercício militar (que podia durar várias horas) e foram elas que difundiram o jogo pela Ásia e África.
Soule – praticava-se na Idade Média, na zona onde hoje é França, e é uma derivação do Harpastum. A aristocracia aderiu ao jogo.
Cálcio – Nasceu em Florença, com regras estabelecidas em 1580. Introduz a figura do árbitro (havia dez) e define que a bola deve ser arremessada com os pés e mãos de forma a introduzi-la nas tendas montadas nas extremidades do campo. O tamanho do campo definia o número de jogadores, mas geralmente rondava os 30 por equipa. As praças das cidades serviam de campo e, com tantos jogadores e com os soldados a passarem os dias a jogá-lo, a violência reinava, razão pela qual o jogo veio a ser proibido sob pena de prisão.
Futebol – a obra de 1175 “Descriptio Nobilissimae Civitatis Londinae” faz a primeira menção escrita a um jogo semelhante ao futebol. Os ingleses davam chutos numa bola de couro para comemorar a expulsão dos dinamarqueses, sendo que a bola simbolizava a cabeça dos inimigos. A prática tornou-se tão popular que foram criadas equipas para jogarem com regularidade, e o jogo expandiu-se um pouco por todo o lado. Em 1710 várias escolas em Londres adoptaram o futebol como forma de exercício físico. A baliza chegou a ser quadrada com 5,5m de altura. Na segunda metade do século XVII fixaram-se as medidas do campo e decidiu-se que a bola deveria passar por entre postes de madeira (os “gol”) e que seriam onze jogadores em cada equipa. Desde 1869 que não se pode pôr a mão na bola. O guarda-redes surge em 1871. A trave das balizas, as redes e o penalti só em 1891. Em 1907 introduz-se a lei do fora-de-jogo. A FIFA é fundada em 1904 em Paris, e em 1930 realiza-se o primeiro campeonato do mundo.
terça-feira, 6 de fevereiro de 2007
trivia #4
Soube recentemente e de fonte segura que em Roterdão:
+ há imensas bicicletas, carros e peões;
+ todos eles se entendem bem entre si;
+ há tantos canais de água como edifícios de arquitectura moderna;
+ a comida tradicional assenta em sandes e batatas fritas caseiras vendidas na rua com um género de maionese (esporadicamente puré de batata com couves, com puré de maçã e salsicha);
+ a língua é complicada e, para quem um dia precisar, alho diz-se "knoflook".
sexta-feira, 27 de outubro de 2006
trivia #3
Segundo o advogado brasileiro e professor de português Reinaldo Pimenta, a expressão “isso são outros quinhentos” vem da Idade Média Ibérica. O valor de uma indemnização a um senhor por uma calúnia ou injúria era de 500 soldos. Se o autor do impropério reincidisse, eram outros 500.
No entanto, se a vítima do insulto não fosse um fidalgo importante, a multa a receber era de apenas 300 soldos.
quarta-feira, 31 de maio de 2006
trivia #2
Sabia que o Xadrez melhora a concentração, aumenta a velocidade de raciocínio, alarga a imaginação, gera maior autocontrolo emocional e cria empatia entre pessoas de diferentes idades?
Este jogo é disciplina obrigatória em vários países e, segundo diversos estudos, traz múltiplas vantagens à própria escola. Talvez se Portugal fosse um desses países algumas das linhas do último post tivessem sido evitadas.. talvez..
quinta-feira, 25 de maio de 2006
trivia #1
[antes de inaugurar esta nova secção, permitam-me explicar-vos - àqueles que não me conhecem pessoalmente, porque os outros já o sabem desde a primeira vez em que falaram mais de cinco minutos comigo - que sou uma pessoa que, antes de mais, gosta de ler. Não apenas livros e tudo aquilo que nos faz muito "intelectuais", mas (e principalmente) revistas e jornais. Ora nessas mesmas publicações encontram-se as mais estranhas trivialidades que, como se diz na gíria, não interessam ao Menino Jesus, mas que pessoas como eu adoram saber. Não apenas pela cultura geral que nos atribuem (inútil ou não.. isso agora cabe a cada um decidir!), mas também porque são óptimos desbloqueadores de conversa e fazem de nós pessoas "diferentes" (que na escala social está oscilante entre o "simpática" - que é o pior dos piores adjectivos que uma pessoa pode receber depois de um primeiro contacto - e o "espectacular" - que é o que se diz daquelas pessoas que, seja como for, acabam por ficar eternamente presentes na nossa vida e no nosso coração). Ora e dito isto, já perceberão (espero!) a importância do que a partir de hoje vos conto..]
Descansem amantes da rica feijoada, amantes da bela picanha, que o vosso status social está agora salvaguardado! Foi na Venezuela, aí mesmo onde nada se passa mas, pelos vistos, tudo acontece, que alguns cientistas (desempregados certamente!) descobriram aquela que ainda virá a ser uma das maravilhas mundiais: leguminosas mais nutritivas que o habitual e que não provocam gases!
Ora e perguntam vocês "Leguminosas?! Isso é quê?! Uma doença??". Pois não é.. Quer isto dizer que cientistas venezuelanos pesquisaram e deram-se ao trabalho de desenvolver (é esta a palavra) um tipo de feijão cujo processo de fermentação é capaz de diminuir a quantidade de componentes causadores dos "incomodativos" (foi como lhes chamaram.. há quem lhes chama "aliviadores") gases!
Meta o dedo no ar quem respirou de alívio..






