segunda-feira, 27 de junho de 2011

VW Original Parts - Boobs

VW Original Parts - Not you

VW Original Parts - Son

VW Original Parts - Boss

"A dor mente" - Um poema pelas pessoas com Esclerose Múltipla



"Tenho mas não todos os dias": Vídeo produzido pela Farol, com a chancela da Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla, para homenagear todas as pessoas com Esclerose Múltipla, através de um poema escrito por João Negreiros.

A música é da autoria de Rodrigo Leão, realizada de propósito para este vídeo.

A partir de um relato de alguns sintomas da doença, nasceu esta ideia, primeiro em forma de poema, depois em sensações, depois em imagem, depois em música, sempre na primeira pessoa, sempre por todos, sempre por esta causa.

Os actores são membros do grupo Amigos da Esclerose Múltipla de Aveiro - AEMA: Anabela Areias, Elisa Antunes, Catarina Borges, Carlos Campos, Carlos Heleno, Luisa Sacchetti.

O video foi gravado no espaço do Círculo Experimental de Teatro de Aveiro - CETA, com o apoio na maquilhagem de Sara Simões, do espaço Style Look Cabeleireiros, de Aveiro.


A dor mente
a minha dormência anda acordada de dia e de noite
tem dias em que nem o chão me sente
tem pernas em que nem sinto as horas
o corpo todo foi parar a um formigueiro e anda todo a trabalhar por mim
sou feliz à vossa semelhança
a doença tem dias
a doença tem os meus dias
acordo cansado como se o dia tivesse sido ontem
disseram-me que ia acabar numa cadeira de rodas
mas ontem andei contra a maré e ainda tinha pé
eu tenho esclerose múltipla
mas não a tenho todos os dias porque sou muito atarefado e tenho que fazer outras coisas também
tenho que ser outras coisas também
outras coisas também
sou outras coisas também
somos outras coisas também
somos tudo também
o meu sistema anda nervoso à conta disto
mas o teu carinho cura-me
e o amor não tem remédio
tenho falta de equilíbrio
mas ainda hei-de fugir com o circo e caminhar num arame onde há espaço para todos
vê onde pões os pés que há um grande caminho para fazer
não sinto quando me tocas mas amo-te
mesmo sem mãos
mesmo sem dedos
mesmo sem pés
mesmo sem cara
mas com tudo o resto
tenho tudo
tenho tudo o resto
fica comigo que eu prometo que vou fazer tudo para te sentir para sempre


João Negreiros


Mais info aqui.

domingo, 26 de junho de 2011

A precisar de

Um dia infinito. Só um.

receita semanal #143

veste uma saia (sejas homem ou mulher).

sábado, 25 de junho de 2011

Terapia de fim-de-semana



Stacks

Às vezes acho que precisava de um Bon Iver a cantar-me ao ouvido todo o dia para me acalmar a alma.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

São vidas

A vida devia ser como um episódio de Brothers and Sisters: tudo começa acelerado e com muito humor, em menos de nada o mundo desaba e todos têm vidas altamente preenchidas, interessantes e repletas de telefonemas a toda a hora. Um chorrilho de discursos acertadamente moralistas depois e tudo acaba com a perfeita banda sonora e sorrisos e gargalhadas em slow motion.

A longa caminhada

Numa palestra sobre como evitar a violência sexual, no início deste ano, na Faculdade de Direito de Osgoode Hall, em Toronto, Canadá, falava Michael Sanguinetti, um polícia. Um polícia que disse para quem o quisesse ouvir: “As mulheres deviam deixar de se vestir como p***s para evitarem violações”. Assim, ordinário e desrespeitoso, responsabilizando as mulheres pelas violações de que foram vítimas. Afinal de contas, entende-se, os criminosos só reagiram à provocação a que foram sujeitos. Culpa delas que não taparam mais o peito ou as pernas.

Sonya Barnett e Heather Jarvis foram duas das espectadoras que testemunharam, revoltadas, o incrível discurso do agente e decidiram reagir. Chamaram-lhe “Slutwalk” (qualquer coisa como a Marchas das P***s) e basicamente puseram grupos de mulheres a marchar por Toronto com a roupa mais justa e provocante possível. Seguiram-se Los Angeles, Filadélfia, Buenos Aires, Nova Deli, Londres.

Junte-se-lhe Lisboa. Por favor.

Mais um ano..

Stop all the clocks, cut off the telephone,
Prevent the dog from barking with a juicy bone,
Silence the pianos and with muffled drum
Bring out the coffin, let the mourners come.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Simple is Beautiful



É a simplicidade que faz dela (a música), dela (a letra) e dele (o vídeo) algo lindo. Gravado num só take, com a ajuda de amigos e uma casa emprestada. Sem pretensões nem grandes ambições. A vida devia ser mais assim. Digo eu.

Meu amor essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe nós dois

Cabe até o meu amor, essa é a última oração
Pra salvar seu coração
Coração não é tão simples quanto pensa
Nele cabe o que não cabe na despensa

Cabe o meu amor!
Cabem três vidas inteiras
Cabe uma penteadeira
Cabe essa oração

Engolir sapos é uma grande festa!

O Coentrão afinal "ama o Benfica" [qual Real?]. O Nobre desiste à segunda derrota e afinal quer mesmo ser deputado [em nome da necessidade do país].

Os telejornais deste país parecem-se cada vez mais com telenovelas.

domingo, 19 de junho de 2011

Um dia vou ser grande e perceber o mundo

A vida corre num deslizamento estranhamente natural. Na confusão daquilo que parecem ser carris soltos e espalhados, todos eles se vão suavemente alinhando à frente da roda, segura e desapressada, confiante de que todos os desvios vão dar exactamente onde se queria ir, mesmo desconhecendo-o.

É que no meu tempo não havia Disney Channel!

Ando a contar os dias até o meu sobrinho começar a ver desenhos animados para os poder ver com ele sem vergonhas por já não ter idade para o fazer.

Sabes que não tens amigos de jeito quando

Ninguém te avisa que vai passar na tv o "José e Pilar".

receita semanal #142

aceita a diferença.

sábado, 18 de junho de 2011

A ti,

que chegaste e partiste sem sequer te mostrar. Que vieste não sei de onde e partiste para parte incerta. Foram breves os momentos que partilhámos e seguiste, sem hesitação, para a próxima vítima. Não consegui sequer sentir-te. Mas agora que partiste não páro de pensar em ti. E não páro de te sentir.

Obrigada criatura parasitária pela magnífica bola vermelha que trago no maxilar, acompanhada de uma comichão irritante.

O mundo sem insectos não era o mesmo. E não era mesmo!!

Think of me in the depths of your despair

Nada como ouvir a voz calmante do narrador português dos documentários do National Geographic para achar que o mundo tem tanta beleza que esta nossa vida só pode mesmo ser uma dádiva.

Mas depois vêm os períodos de seca, os peixes a espremerem-se para conseguirem sobreviver nas poucas gotas de água que lhes restam em lagos lamacentos, as águias e raposas a aproveitarem-se dessa desgraça para se alimentarem à grande, os leões e crocodilos a aproveitarem-se dos aproveitadores e uma espiral de desgraças (e mortes) a acontecer.

E a cada momento nesta singela vida tudo na minha mente se resume a uma teoria: relatividade.

domingo, 12 de junho de 2011

Tempo

s. m.
1. Série ininterrupta e eterna de instantes.
2. Medida arbitrária da duração das coisas.
3. Época determinada.
4. Prazo, demora.
5. Estação, quadra própria.
6. Época (relativamente a certas circunstâncias da vida, ao estado das coisas, aos costumes, às opiniões).
7. Estado da atmosfera.
8. Por ext. Temporal, tormenta.
9. Duração do serviço militar, judicial, docente, etc.
10. A época determinada em que se realizou um facto ou existiu uma personagem.
11. Vagar, ocasião, oportunidade.
12. Gram. Inflexões do verbo que designam com relação à actualidade!atualidade, a época da acção ou do estado.
13. Mús. Cada uma das divisões do compasso.
14. Poét. Diferentes divisões do verso segundo as sílabas e os acentos tónicos.
15. Esgr. Instante preciso do movimento em que se deve efectuar uma das suas partes.
16. Geol. Época correspondente à formação de uma determinada camada da crusta terrestre.
17. Mecân. Quantidade do movimento de um corpo ou sistema de corpos medida pelo movimento de outro corpo.

a seu tempo: em ocasião oportuna.
com tempo: com vagar, sem precipitação; antes da hora fixada.
matar o tempo: entreter-se.
perder o tempo: não o aproveitar enquanto é ocasião; trabalhar em vão; não ter bom êxito.
perder tempo: demorar-se.
tempo civil: tempo solar médio adiantado de doze horas. (O tempo civil conta-se de 0 a 24 horas a partir da meia-noite, com mudança de data à meia-noite.)
tempo de antena: duração determinada de emissões de rádio ou de televisão difundidas no quadro da programação.
tempo sideral: escala de tempo baseada no ângulo horário do ponto vernal.
tempo solar médio: tempo solar verdadeiro, sem as suas desigualdades seculares e periódicas. (O tempo médio conta-se de 0 a 24 horas a partir do meio-dia.)
tempo solar verdadeiro: escala de tempo baseada no ângulo horário do centro do Sol.
tempo universal: tempo civil de Greenwich, em Inglaterra (sigla: T. U.).
tempo universal coordenado: escala de tempo difundida pelos sinais horários (sigla internacional: UTC).