terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
domingo, 13 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Eu gosto muito da língua de Camões
Um palíndromo é um verso, palavra ou grupo de palavras em que o sentido é o mesmo, quer se leia da esquerda para a direita quer da direita para a esquerda (ex.: osso, radar, amor a roma).
Porque há gente para tudo no mundo, há quem pense nestas coisas e até o compile. Aqui ficam alguns exemplos:
SOCORRAM-ME, SUBI NO ONIBUS EM MARROCOS
ANOTARAM A DATA DA MARATONA
ASSIM A AIA IA A MISSA
A DIVA EM ARGEL ALEGRA-ME A VIDA
A DROGA DA GORDA
A MALA NADA NA LAMA
A TORRE DA DERROTA
LUZA ROCELINA, A NAMORADA DO MANUEL, LEU NA MODA DA ROMANA: ANIL É COR AZUL
O CÉU SUECO
O GALO AMA O LAGO
O LOBO AMA O BOLO
O ROMANO ACATA AMORES A DAMAS AMADAS E ROMA ATACA O NAMORO
RIR, O BREVE VERBO RIR
A CARA RAJADA DA JARARACA
SAIRAM O TIO E OITO MARIAS
ZÉ DE LIMA RUA LAURA MIL E DEZ
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
Super (super) avozinha ou o assalto que nunca o foi
Muitas, diversas e distintas coisas se me apraz dizer acerca deste acontecimento.
Em primeiro lugar, notar a imensa bananice [não encontrei melhor palavra, embora, em verdade, esta junção de letras não seja oficialmente uma palavra] deste gang de seis aves raras cuja vida só pode ser uma pasmaceira para nenhum dos seis ter melhor coisa que fazer do que ir assaltar uma ourivesaria (que é feito do beber “jolas” no pub ao lado de casa?)
Em segundo lugar, notar a extraordinária… como dizer? bananice [para não-palavra até é muito jeitosinha!] daquelas três aves raras que nem um risco devem ter feito nas montras das lojas (será que eles fizeram selecção entre os seis para quais os três melhores a partir vidros ou aquilo foi à sorte e há ali um ou outro pé frio?).
Depois, realçar a magnífica bananice [de facto serve para tudo] das outras três aves raras, a postos para uma fuga deveras mal estudada e ainda assim incapazes de lá irem dar uma mãozinha para partir a bodega do vidro (uma racha que fosse!).
Referir também a sublime bananice [é que gostei mesmo!] de cometer um assalto com uma vespa novinha e a brilhar, pondo-lhe a cereja no topo do bolo ao conseguir ser o único banana a deixar cair a mota no chão ao tentar fugir (os teus paizinhos devem ficar muito contentes por terem de a ficar a pagar enquanto tu comes e dormes à conta lá na prisão do sítio).
Destacar ainda a triste bananice [e fica bem com qualquer adjectivo!] de nenhuma daquelas seis (seis!) aves raras ter tido a ideia de planear melhor o pseudo-assalto (aquilo mesmo que corresse bem ia correr mal). Imagino os seis juntos algures no tempo e provavelmente num pub e um a dizer qualquer coisa como “olha, man (que eles são ingleses), agarramos nuns martemos e tal e vamos partir as montras de uma ourivesaria boa, mas assim daquelas grandes, internacionais, e levamos as motas para termos os capacetes a tapar a cara e fugirmos depressa sem termos de estacionar e depois vamos comer fish ‘n chips?”. E alguém, no meio das restantes provas vivas da inépcia cerebral, terá dito “Lets!” (que é “bora” em british, que eles são muito educados e não usam coisas como “right on dude” como os parvos dos americanos).
Apontar ainda nesta esplendorosa bananice [se a usarmos vezes suficientes acho que se torna mesmo uma palavra!] o facto de, não bastando não terem feito um risquinho que fosse na montra da loja, terem levado uma coça da avó de um qualquer conhecido deles (aquilo é uma ilha, todos se conhecem!) e terem sido apanhados em flagrante pela população e polícia, ainda tiveram o azar de haver um paspalho que se deu ao trabalho de gravar tudo em vídeo (mas ir lá pará-los ou ajudar a avozinha ‘tá quieto, né?) e espalhar a vergonha por todo o mundo. Estou a adivinhar uns primeiros tempos na prisão cheios de gargalhadas (e mais uma ou outra coisa que não vale a pena descrever).
Por fim, indagar se alguém saberá onde se vendem malas daquelas (ou velhotas, se houver o pacote com tudo incluído) porque quero andar sempre com uma.. Mas qual gás pimenta!..
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Rice, Damien
Estava adormecida a minha paixão por ele, mas um dia de sofá faz muito pelos esquecimentos. Prevejo uns próximos dias bastante melancólico-introspectivos.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
[saudosismos]
[Quando, já pronta, descia do quarto para a cozinha, já o pequeno-almoço ia adiantado. Ainda assim, agora já menos mimosa e ensonada, tentava sempre ajudar a fazer alguma coisa. Enquanto isto, embora sempre atrasado, andava o pai na sua demorada rotina matinal. A janela da cozinha era a moldura para a primeira imagem do dia. O céu desenhava-se naquela janela e a lareira na sala deixava adivinhar a força do vento. A viagem até à escola era de carro, não tanto pela distância mas mais pelo frio. A verdade é que sempre adorei fazer aquele caminho a pé.
A chegada à escola era invariavelmente marcada por um forte arrepio. Daqueles que gelam até ao osso porque não há roupa que o trave. Entrava pela estreita porta que dava para o pátio. Era o maior dos três. Vestido com algumas pedras de calçada e pontuado com escassas árvores. Os muros que o delineavam não me prendiam, apenas faziam, nos meus olhos, a moldura branca imaculada, perfeita!, para o céu que nos cobria. Era para lá que olhava inúmeras vezes ao longo de todo o dia.
Tínhamos uma sala grande, com chão de tacos de madeira e umas janelas gigantes quase a roçar o tecto altíssimo. Dois quadros de ardósia, um de cada lado da porta, e uma secretária de madeira, possante, para a Senhora Professora (assim, com maiúsculas), sentada à nossa direita. Os lugares respeitavam a inescrita regra de organização de uma turma: bons alunos nas mesas mais próximas do quadro, melhores amigos lado a lado, maus alunos e distraídos nas mesas mais escondidas ou afastadas da secretária do professor. A excepção só era criada quando, por algum motivo sempre superior e inquestionável, a Senhora Professora ordenava que alguém trocasse de lugar.]
Juro
Há dias em que quero genuinamente espancar com imensa violência o gajo que anda a escrever as músicas e letras dos anúncios do Pingo Doce.
(f)ear
Ever since I saw you
I want to hold you
Like you were the one
It sees right through me
A bullet it comes and takes me
And I love you I love you
I want you but I fear you
Who are u?
Who are u?
Ever since I saw you
I want to hold you
Like you were the one
Your feet rest on my shoes
I sing this song for you
Just to see you smile
And I love you I love you
I love you but I fear you
Who are u?
Who are u?
For how long
How strong do I still have to be?
How come you mean so much to me?
"Grândola, vila morena" da democracia
Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Há professores e há educadores
#1 - subtilmente superior..
Numa dada noite, três estudantes universitários beberam até altas horas e não estudaram para o teste do dia seguinte. Na manhã seguinte desenharam um plano para se safarem: sujaram-se da pior maneira possível com cinza, areia e lixo e foram ter com o professor da cadeira dizendo-lhe que tinham ido a um casamento na noite anterior e que, no regresso, um pneu do carro que conduziam rebentou. Tiveram que empurrar o carro todo o caminho e portanto não estavam em condições de fazer aquele teste.
O professor, que era uma pessoa justa, disse-lhes que fariam um teste de substituição dentro de três dias mas que para esse não haveria desculpas. Eles afirmaram que isso não seria problema e que estariam preparados.
No terceiro dia apresentaram-se para o teste e o professor disse-lhes, com ar compenetrado, que como aquele era um teste sob condições especiais, os três teriam de o fazer em salas diferentes. Os três, dado que tinham estudado bem e estavam preparados, concordaram de imediato. O teste tinha 6 perguntas e a cotação de 20 valores.
Q1. Escreva o seu nome. (0.5 valores)
Q2. Escreva o nome da noiva e do noivo do casamento a que foi há quatro dias atrás. (5 valores)
Q3. Qual a marca do carro que conduziram para o casamento? (5 valores)
Q4. Qual das 4 rodas rebentou? (5 valores)
Q5. Qual a marca da roda que rebentou? (2 valores)
Q6. Quem ia a conduzir? (2.5 valores)
#2 - subtilmente genial..
Num certo liceu estava a acontecer uma coisa muito fora do comum: um grupo de miúdas de 12 anos andava a pôr batom nos lábios todos os dias e para remover o excesso beijavam o espelho da casa de banho. O Conselho Executivo andava bastante preocupado com a situação porque a funcionária da limpeza tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao fim do dia e no dia seguinte lá estavam outra vez as marcas de batom.
Um dia um professor juntou as miúdas e a funcionária na casa de banho e explicou que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam e, para demonstrar a dificuldade, pediu à dita funcionária que mostrasse como é que fazia para limpar o espelho. A empregada pegou numa esfregona, molhou-a na sanita e passou-a repetidamente no espelho até as marcas desaparecerem.
Nunca mais houve marcas no espelho..
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
1. Neurastenia.2. Irritação, nervosismo; mau humor.3. Ideia fixa, mania, maluqueira.
Sei que estou com a neura quando não como porque não tenho fome e quando como de tudo porque só me apetece comer. Sei que estou com a neura quando não durmo porque não páro de pensar e quando durmo imenso porque não quero pensar. Sei que estou com a neura quando não me apetece falar ou sequer abrir a boca e quando não me calo porque sempre ocupo o silêncio que me lembra a neura. Sei que estou com a neura quando tudo me irrita porque tudo é irritante e quando nada me afecta porque nada é importante.
Hoje estou com a neura.
domingo, 30 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Pragmatismo
Cair de costas como uma tábua só vale a pena quando está alguém atrás a segurar-nos. De resto é só uma longa temporada de dor e arrependimento.











