Sou da geração sem remuneração
e não me incomoda esta condição.
Que parva que eu sou!
Porque isto está mal e vai continuar,
já é uma sorte eu poder estagiar.
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘casinha dos pais’,
se já tenho tudo, pra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, maridos, estou sempre a adiar
e ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
Sou da geração ‘vou queixar-me pra quê?’
Há alguém bem pior do que eu na TV.
Que parva que eu sou!
Sou da geração ‘eu já não posso mais!’
que esta situação dura há tempo demais
E parva não sou!
E fico a pensar,
que mundo tão parvo
onde para ser escravo é preciso estudar.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
"Grândola, vila morena" da democracia
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Há professores e há educadores
#1 - subtilmente superior..
Numa dada noite, três estudantes universitários beberam até altas horas e não estudaram para o teste do dia seguinte. Na manhã seguinte desenharam um plano para se safarem: sujaram-se da pior maneira possível com cinza, areia e lixo e foram ter com o professor da cadeira dizendo-lhe que tinham ido a um casamento na noite anterior e que, no regresso, um pneu do carro que conduziam rebentou. Tiveram que empurrar o carro todo o caminho e portanto não estavam em condições de fazer aquele teste.
O professor, que era uma pessoa justa, disse-lhes que fariam um teste de substituição dentro de três dias mas que para esse não haveria desculpas. Eles afirmaram que isso não seria problema e que estariam preparados.
No terceiro dia apresentaram-se para o teste e o professor disse-lhes, com ar compenetrado, que como aquele era um teste sob condições especiais, os três teriam de o fazer em salas diferentes. Os três, dado que tinham estudado bem e estavam preparados, concordaram de imediato. O teste tinha 6 perguntas e a cotação de 20 valores.
Q1. Escreva o seu nome. (0.5 valores)
Q2. Escreva o nome da noiva e do noivo do casamento a que foi há quatro dias atrás. (5 valores)
Q3. Qual a marca do carro que conduziram para o casamento? (5 valores)
Q4. Qual das 4 rodas rebentou? (5 valores)
Q5. Qual a marca da roda que rebentou? (2 valores)
Q6. Quem ia a conduzir? (2.5 valores)
#2 - subtilmente genial..
Num certo liceu estava a acontecer uma coisa muito fora do comum: um grupo de miúdas de 12 anos andava a pôr batom nos lábios todos os dias e para remover o excesso beijavam o espelho da casa de banho. O Conselho Executivo andava bastante preocupado com a situação porque a funcionária da limpeza tinha um trabalho enorme para limpar o espelho ao fim do dia e no dia seguinte lá estavam outra vez as marcas de batom.
Um dia um professor juntou as miúdas e a funcionária na casa de banho e explicou que era muito complicado limpar o espelho com todas aquelas marcas que elas faziam e, para demonstrar a dificuldade, pediu à dita funcionária que mostrasse como é que fazia para limpar o espelho. A empregada pegou numa esfregona, molhou-a na sanita e passou-a repetidamente no espelho até as marcas desaparecerem.
Nunca mais houve marcas no espelho..
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
1. Neurastenia.2. Irritação, nervosismo; mau humor.3. Ideia fixa, mania, maluqueira.
Sei que estou com a neura quando não como porque não tenho fome e quando como de tudo porque só me apetece comer. Sei que estou com a neura quando não durmo porque não páro de pensar e quando durmo imenso porque não quero pensar. Sei que estou com a neura quando não me apetece falar ou sequer abrir a boca e quando não me calo porque sempre ocupo o silêncio que me lembra a neura. Sei que estou com a neura quando tudo me irrita porque tudo é irritante e quando nada me afecta porque nada é importante.
Hoje estou com a neura.
domingo, 30 de janeiro de 2011
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Pragmatismo
Cair de costas como uma tábua só vale a pena quando está alguém atrás a segurar-nos. De resto é só uma longa temporada de dor e arrependimento.
domingo, 23 de janeiro de 2011
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
karma is a bitch!
Quatro (QUATRO!!) dias a levar com isto..
..e no fim ainda levo uma constipação para casa.
.. Ninguém merece..
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
E eles precisam, coitados..
Alteração de regras em 2006
Estado perde 21 milhões para "pagar" dívidas do futebol
13.01.2011 - 07:43 Por Paulo Curado, João Ramos de Almeida
O Governo aceitou prescindir, desde 2006, de receitas dos jogos da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) para reduzir as dívidas fiscais de clubes de futebol.
in Público Online
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Porque é que eu vou votar no José Manuel Coelho?
Porque não tenho um único candidato que considere aceitável para Presidente, mas tenho ainda assim uma réstia de sentido cívico que me faz querer votar.
Porque o senhor tem sotaque madeirense e assim tenho uma desculpa válida para não perceber nada do que diz, ao contrário dos que têm sotaques do continente (que eu entendo melhor) mas também dizem coisas que não me fazem grande (muito) sentido.
Porque tem o melhor slogan a seguir ao Manuel João Vieira (“Coelho ao Poleiro”).
Porque levou uma bandeira nazi para a Assembleia Regional em protesto.
Porque vai fazer a campanha num carro funerário em protesto.
Porque chamou “Alves dos Reis” a Dias Loureiro.
Porque quase chamou “pastel de nata” a Cavaco Silva.
Porque protesta.
Porque dá ares de não ir muito à bola com o Alberto João Jardim.
Porque é certo que não ganha mas há-de ficar contente com a meia dúzia de votos (e mais um – o meu!) que vai receber.
[total] DESacordo
Serei só eu a achar que “fatura”, “exceto”, “ator” e “ótimo” não são palavras, muito menos portuguesas?!?
Às vezes pergunto-me
Os candidatos de esquerda não são candidatos enquanto não passam na Autoeuropa. E os de direita, no Corte Inglês?
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 8 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
[saudosismos]
[O dia começava com um despertar vagaroso ao som suave das pantufas da mãe a escalarem os degraus até ao nosso quarto. Era um sótão com o tecto esconso, em madeira escura, mais baixo na zona das camas. Tinha umas janelas não muito grandes que mais (me) serviam de porta para o telhado. Acordava com as festas carinhosas de uma mãe ainda ensonada, mas já pronta para um novo dia. O mesmo acontecia à mana, profundamente adormecida na cama ao lado. Enquanto uma ia tratar da higiene matinal na casa-de-banho, a outra ficava a adiantar o vestir e calçar com a ajuda da mãe. Era quase uma dança ensaiada, a mãe de pé, frente à cama, e eu sentada: estica braços, tira camisola do pijama, veste camisolas interiores (no plural), veste camisa, mãe aperta botões de cima, eu aperto botões de baixo, enfia tudo isso para dentro dos collants (sempre dos mais grossos que havia), veste camisolão, tira calças do pijama, veste primeiro par de meias, veste segundo par de meias, veste calças, calça botas. O “turno” trocava e agora era a minha vez de usar a casa-de-banho.]











